abril 16, 2009

Festival de Livros - TantaTinta / Carlini & Caniato - 2ª edição


No próximo dia 18 de abril a Editora TantaTinta / Carlini & Caniato dá continuidade a uma ação que visa promover uma maior aproximação do livro com a sociedade. Trata-se do Festival de Livros (2ª edição), que deverá ocorrer mensalmente.

O Festival será na própria editora que, abrirá suas portas para promover seus livros e respectivos autores e divulgar seu trabalho no Estado, assim como fazer do Festival um ponto de encontro para quem gosta de ler, pesquisar, estudar e escrever.

Estudantes, professores, autores, leitores e a comunidade em geral poderão aproveitar o sábado pela manhã para apreciar nossas publicações, saber como se produz um livro e ainda bater um papo diretamente com alguns autores.

Neste dia, diversos títulos em diferentes categorias, estarão com descontos gradativos de acordo com o volume da compra.

O evento acontecerá das 9 às 13 horas na sede da Editora à Rua Nossa Senhora de Santana, 155, bairro Goiabeira, telefone para contato: 3023-5714, www.tantatinta.com.br.

março 30, 2009

Movimento Favelativa e Editora Tanta Tinta lança livro Conferencia no Cerrado...Ação Carrinho do Saber


Livia Viana
Comunicação Favelativa


Em sequência aos trabalhos de 2009 com o projeto Carrinho do Saber, o Movimento Favelativa e a Editora Tanta Tinta visitam mais uma escola do no Bairro Jardim Vitória no dia 03 de abril (próxima sexta-feira), desta vez a EM Sinhorinha Alves Amorim, sito a Rodovia Emanuel Pinheiro, S/N, Km 06, fone 3641-3986, maiores informações com Adnilson(Taba) 9602-1517. Com o objetivo de despertar e difundir o hábito da leitura em crianças e adolescentes, o projeto levará para a escola o lançamento do livro "Conferência no Cerrado".

A obra "Conferência no Cerrado" é uma narrativa infanto-juvenil com temática voltada à questão ambiental. A estória, escrita originalmente por Durval de França e recriada por Cristina Campos, tem como protagonistas os seres encantados que povoam o imaginário de culturas tradicionais da Baixada Cuiabana: Currupira, Pé de Garrafa, Negrinho D’Água, Mãe do Morro, Tibanaré e Boitatá. Sob inspiração de Currupira, essas forças protetoras da natureza, indignadas com a ação predadora do homem sobre o meio ambiente, organizam uma conferência na caverna Aróe-Jari, em Chapada dos Guimarães-MT, para discutir que providências tomar a respeito. Suas estratégias de deslocamento até a caverna são fantásticas. O evento, revestido de magia, dá muito o que falar e mobiliza todo o povo da região. A publicação do livro foi viabilizada pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

As crianças que participarem da atividade ganharão um exemplar do livro autografado e entregue pessoalmente pela autora Cristina Campos, que irá ministrar uma palestra sobre o processo de como escrever um livro. Com isto as crianças vão aprender que escrever é um caminho criativo para a adequação, além de abrir portas para a sua própria identificação dentro do cenário das ações, em que os homens são a mobilização e formadores de opiniões, ampliando-as acerca da preservação ambiental e politização.

O Movimento Favelativa atua no Bairro Jardim Vitória há 2 anos, mantém um acervo de mais de 4.000 (quatro mil) livros doados pela comunidade através da Associação do Bairro, Moradores, parceiros e amigos com o objetivo de implantar na comunidade uma Biblioteca Pública.

Como cita o coordenador Adinilson (Dj Taba): "Temos lutado contra a falta de espaço e de estrutura adequada, e pensando em uma alternativa surgiu a idéia de levarmos os livros até a comunidade e aos alunos(as) através de um carrinho volante chamado CARRINHO DO SABER; assim desenvolvemos um trabalho de casa em casa, de escola em escola, com um contato direto com os moradores e alunos(as) da região; e a parceria com a Editora Tanta Tinta cria alternativas e ampliação dentro do conhecimento que vincula a literatura, além de valorizar nossos autores locais. Com isto temos a chance de apresentar as obras com um contato direto com os leitores. O lançamento do livro Dona Treleleca e seu Trelezinho em 13/02/09 já foi um sucesso; vejo esta parceira como um prêmio à boa leitura."

Durval de França graduou-se em Biologia, pela Universidade Federal de Goiás (1970); em Pedagogia, pela Universidade Federal de Mato Grosso(1981) e especializou-se em Didática, pela Faculdade de Educação de Assis-SP (1989). Foi professor da rede pública municipal e estadual. Publicou os livros Quadra do Tempo (1975), Além dos Pântanos (1984), e Pantanal e a Mãe do Morro (1996), além de crônicas e contos em jornais mato-grossenses. Escreveu, também, as peças teatrais Sonhos de Tereza e Quadra do Tempo (1975), adaptada do livro homônimo. Faleceu em Cuiabá-MT, em 1998.

Cristina Campos é graduada em Letras, pela Universidade Federal de Mato Grosso (1983), e doutora em Educação, pela Universidade de São Paulo (2007). Leciona Português e Literatura no Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso. Publicou o livro Pantanal Mato-grossense: o Semantismo das Águas Profundas (Entrelinhas, 2004); é produtora da publicação literativa Dazibao, fruto de um projeto que estimula a criação literária a partir de laboratórios vivenciais, realizado com professores e alunos do Cefet-MT e outras instituições educacionais; é revisora e organizadora de diversas publicações.

março 19, 2009

Pontão articulará rede de cultura em Mato Grosso

Ação Cultural em Rede propõe o mapeamento e articulação dos pontos de cultura no estado

O visionário programa Cultura Viva, implantado em 2004 pelo Ministério da Cultura viabilizou a criação de centenas de pontos de cultura em todos os estados brasileiros e Distrito Federal com os objetivos de resgatar, preservar e incentivar a cultura brasileira em toda a sua diversidade.

Entretanto um dos desafios frente aos diagnósticos obtidos a partir da implementação do programa foi a dificuldade na articulação dos mais de 650 pontos entre si. Neste sentido o MinC passou a implementar os pontões de cultura para preencher a lacuna nos estados.

Quem assumiu esta responsabilidade em Mato Grosso foi a Ação Cultural - Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso que teve seu projeto de Pontão contemplado no último edital do MinC. O Pontão Ação Cultural em Rede desenvolverá um planejamento articulado entre os pontos, para realização de um mapeamento qualitativo, além de ampliar e otimizar a difusão das ações e dos produtos gerados pelos pontos.

Atualmente Mato Grosso conta com 15 pontos de cultura, instalados em todas as regiões, desde o nortão, ao araguaia, descendo até a baixada, e tratando de assuntos de saúde indígena à cultura digital. De acordo com a Diretora Geral da Ação Cultural e coordenadora do projeto Viviene Lozi, o mapeamento proposto pelo Pontão Ação Cultural em Rede “possibilitará a obtenção de dados reais e atualizados sobre a economia gerada pelos pontos de cultura e as dificuldades encontradas no andamento dos trabalhos”.

Outro objetivo é trabalhar a qualificação de agentes culturais envolvidos nos pontos, através de cursos e oficinas de produção cultural, gerenciamento de aparelhos culturais, restauração, capacitação musical, produção em artes cênicas, web tv, web rádio e web design.

O diferencial fica por conta do lançamento de um site e uma revista para comunicação do Pontão. O site funcionará como um portal de notícias dos pontos de cultura no estado, e a revista será publicada trimestralmente trazendo em seu conteúdo reportagens, entrevistas e artigos acerca dos pontos. O planejamento ainda prevê a longo prazo a implantação de uma mostra permanente para comercialização dos produtos culturais produzidos pelos pontos.

A equipe do Pontão está quase toda fechada, faltando somente a contratação de jornalista e programador para produção do site e revista. Quem tiver interesse em preencher uma das vagas basta encaminhar seu currículo para acaocultural@terra.com.br.

Clique aqui para baixar fotos em alta resolução.

Contatos:
www.acaocultural.blogspot.com
e-mail: acãocultural@terra.com.br
tel/fax: 65 3028-6285 / 3028-6286

março 12, 2009

DIA NACIONAL DA AÇÃO VOLUNTÁRIA


Comunicação Favelativa

Lívia Viana

Acreditando que o trabalho voluntário transforma a vida de crianças, jovens e adultos, bem como possibilita a disseminação de práticas de valores fundamentais aos indivíduos para o pleno exercício de cidadania, o Movimento Favelativa apóia a campanha do Dia Nacional de Ação Voluntária, a qual está sendo realizada pela Fundação Bradesco cuja realização conta com o apoio de instituições de prestigio como Rede Cemat, AACC, SINE/SETECS, SEBRAE, SANECAP, INTERMAT, SESC Porto, Pantanal Transportes, Prefeitura de Cuiabá, entre outros.


O dia Nacional de Ação Voluntária ocorrerá dia 15 de março, domingo, das 09:00 h ás 17:00 h. Será uma verdadeira maratona de cidadania. Neste dia serão realizados encontros temáticos do movimento social em vários pólos: Fundação Bradesco, EM Orzina, EM Lenine Povoas, Modelo Supermercados, Base Comunitária Policia Militar e Ginásio Verdinho.


O Favelativa vai coordenar as oficinas e apresentações culturais que acontecerão no Ginásio do Verdinho, na Av. do CPA.Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende só com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.


CONFIRA AQUI A PROGRAMAÇÃO:


Pólo – Verdinho (Coordenação FAVELATIVA)

Abertura - Apresentação Hip Hop, com apresentação dos alunos do projeto Favelativa,Aferição de pressão e controle de diabete,Oficina de Malabares, com Tiago das 09:00 h às 11:00 h Oficina de Dj, com Daniscley das 09:00 h às 11:00 h,Oficina de Grafitagem, com Jonathan das 14:00 h às 16:00 h, Campeonato de Basquete das 14:00 h às 16:00h, Campeonato de Skate das 14:00 h às 16:00 h, Apresentações com bandas locais: Kamawê, Thaís Serra, Edson e Lindomar, Priscila e Ricardo, Edinho Cuiabano, Dj Taba, Leon Pio, Tri-poker, Linha Dura, Rei Rapper, entre outras, todas as apresentações irá acontecer no decorrer do dia.


Pólo - EM Lenine:

Oficina de Bordado - Chinelo, Oficina de Bonequinhas de lã, Oficina de Pintura em Tecido, Oficina de Pintura Craquete, Aferição de pressão e controle de diabetes


Pólo - Base Comunitária / PM

Emissão de RG


Pólo - Supermercado Modelo

Aferição de pressão e controle de diabete


Pólo - Fundação Bradesco

Abertura Concurso de Dança de Salão, Oficina com Garrafas Pets, Oficina hora do Conto, Oficinas Bordado Vagonite, Oficina de Pão, Oficina Rede Cemat: azuleijo, Desenho para Crianças, Exposição Etinha, Oficina de Pintura em Parede, Oficina de Maquiagem, Oficina de Pandeiro, Corte de Cabelo, Emissão de documentos - RG, Emissão de documentos - Titulo de Eleitor, Emissão de documentos - CTPS, Palestra como funciona a internet, Oficina Criação e utilização e-mail, Atendimento Sanecap, Atendimento Consumo Cemat, Oficina Alfabetização e Letramento, Brincadeiras no Parque, Orientações Odontologica, Aferição de pressão e pele H. Câncer, Atendimento Bucal e Pele H. Câncer, Atendimento Psicologia, Atendimento Optomestrista, Atendimento EsteticaOrientações sobre Drogas, Hemograma Completo, Atuação do Bombeiros, Delegacia Movel, Elaboração de Curriculo, Torneio de Futebol de Campo

março 04, 2009

TURISMO ECOLOGICO


Crianças da periferia visitam nascentes do rio Cuiabá
De onde vêm as águas do rio Cuiabá? Essa é apenas uma das perguntas que 150 crianças, do bairro Jardim Vitória, periferia da capital, vão saber responder apartir de quarta-feira (4.3). Essas crianças estudam na Escola Estadual Orzina Amorim Soares, que fica no mesmo bairro, onde elas moram. E fazem parte do projeto Favelativa
, uma iniciativa comunitária, de luta pela melhoria de vida dos moradores da região. Num passeio turístico, elas serão levadas às nascentes do rio, que ficam na comunidade. A iniciativa tem o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, que vão ajudar na segurança dos estudantes.
"As nascentes estão poluídas, é muito lixo, muito esgoto", lamenta o DJ Taba, responsável pelo projeto Favelativa. "Mas a criança é um primeiro passo, porque está em etapa de formação. Sem formar a criança, é difícil atingir às famílias delas, no sentido de conseguirmos uma mudança de comportamento, com relação à conservação ambiental", diz Taba.
Daquelas nascentes ao rio Cuiabá. As crianças poderão perceber o percurso das águas, as mesmas que chegam em suas residências, e que nos servem para lavar as mãos, fazer o alimento, vivificar as plantas, etc.
Um grupo de 75 crianças saem de manhã, às 7h, da sede do Favelativa, que fica nos fundos da E.E.Dione Augusta, no Jardim Vitória. À tarde, às 14h, uma nova leva de crianças seguirá rumo às nascentes.
Durante o passeio, Taba explica que as crianças vão receber várias informações sobre meio ambiente. Sempre acreditando que, conforme disse o poeta alemão Bertold Brecht, "não há mal que não se mude".

Informações: DJ Taba (9602-1517)
http://www.favelativa.blogspot.com/

** FAVELATIVA - em setembro de 2008 se emancipa como uma entidade sem fins lucrativos com objetivo de promover desenvolvimento humano nas comunidades onde atua em Cuiabá Jardim Vitória e região. Promovendo ações e atividades voltadas para a educação cultural, politização e a valorização do ser humano dando-lhe a oportunidade de construir nova caminhada.

fevereiro 11, 2009

SAÍMOS MELHORES


Crédito Foto

René Dioz



Há muitas coisas para se fazer num final de semana. Dormir, ver tevê, usar a internet, ficar com a família, comprar, ler, pagar contas, tomar banho de cachoeira, dançar, transar, cantar, comer. E também refletir. No último final de semana, no domingo, depois do encerramento do Curso de Formação Política e Sindical, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SIndjor-MT), que nos "roubou" o sábado quase todo e o domingo pela metade, me senti feliz. O que cortava meu coração não era mais a ansiedade de oferecer bons e importantes momentos para os inscritos, algo que despertasse consciências. O que cortava o meu coração era uma brisa, uma sensação muito boa, de passo dado, e aproveito para agradecer a cada pessoa que esteve presente, com sua fala ou com seu silêncio, por ter participado por todo o tempo ou pelo tempo que pôde. Aproveito ainda para nos desculpar de qualquer falha e é nesse sentido também que vai este e-mail. Comentem, por favor, o que gostaram e o que não gostaram no curso. Isso é fundamental. Sem travas, viu? Para que possamos melhorar sempre. E saímos melhores desse curso? Respondo que sim.


Quando terminou tudo, ainda não havia terminado. Ficamos um tempão assentados, sob a sombra de uma árvore, do jardim da Adufmat, onde aconteceu o curso. Aliás, que lugar gostoso! Um papo fluiu. Éramos 11, dos 32 que nos deram a felicidade da esperança, comparecendo, nos ajudando a fazer as reflexões necessárias. E uma pergunta ainda me zuni na cabeça desde aquele papo. A questão é a seguinte: o que passa na cabeça dos jornalistas? Esses mesmos que sofrem com salários baixos, salários atrasados, assédio moral, pressão, censura, sobrecarga, duplicidade de cargos? Esses que não se aproximam do sindicato, de uma forma direta, apesar de sentirem na pele o drama do trabalhador da imprensa? Seria apenas o medo de perder o emprego? Isso por si só não é pouca coisa. Muitos de nós temos família para sustentar, filhos, temos também de sustentar a nós mesmos. Seria por se alinhar com o pensamento ideológico da hora e estar ajustado ao capitalismo, aquele que dá com uma mão e tira com a outra, em seguida, no círculo vicioso do "recebe salário – paga contas – não sobra nada"? Seria por que? Por que? Por que? É uma pergunta que precisa ser respondida.


É preciso pensar nisso gente. Só assim nossa rede se fortalece. Não condenar o outro, que, por motivos diversos, ainda não se vê como trabalhar, apesar de sofrer as conseqüências disso no dia-a-dia. Mas sim orientá-lo, convencê-lo de que é preciso luta, mobilização, união, defesa e força, como propuseram os que participaram de uma brincadeira, durante a mesa "Sindicalismo no Brasil e no mundo – Sindicato pra que?", orientada pelo professor de História, Robinson Ciréia.


Só assim conseguiremos travar uma campanha salarial com bons frutos este ano. Ano passado, apesar do desgaste das reuniões todas, do enfrentamento aos patrões, a TV Centro América conseguiu desarticular nosso acordo quase fechado com os outros três grupos dos quatro que chamamos para negociar a vida dos trabalhadores da imprensa, Folha do Estado, Gazeta e Diário de Cuiabá. E na palestra de Francisco Faiad, "Os caminhos jurídicos para os trabalhadores", o advogado do Sindjor e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil deixou claro que, por não termos acordo com os patrões, nossa única chance este ano é mostrarmos que temos condições de ameaçar com uma greve, caso se recusem a negociar conosco, abrindo a possibilidade de irmos ao dissídio. Precisamos ainda conquistar colegas que hoje estejam na posição de patrões, para que puxem construção de uma entidade patronal, seria mais fácil lidar de sindiato para sindicato. Também na palestra do Faiad, ficou claro que podemos, e devemos, ser mais ofensivos pelo meio jurídico. Então, os intratáveis, este ano, serão mais questionados na justiça. Essa mesma justiça contraditória, que muitas vezes tende pelo lado do patrão.


É soturno o cenário? Sim, é. Um amigo sempre diz que há mais distorções no mundo do trabalho do que julga nossa vã filosofia. Mas há muitos caminhos, que não são só jurídicos, para tocar nossas idéias adiante. A oficina "Como fazer um projeto e captar recurso", orientada pela produtora cultural Keiko Okamura, nos abriu possibilidades. Tentaremos fortalecer assim o coral Na Boca do Povo, a Sessão Pipoca à Brasileira e o Movimento Jornalistas na Favela, três projetos sociais do Sindjor-MT.


João Negrão e Martha Baptista, dois jornalistas experientes, nos ajudaram, cada um a seu modo, a perceber, o primeiro, a linha histórica das comunicações e, Martha, as relações de poder nessa mídia.


O professor Dorival Gonçalves Júnior, doutor em energia pela Usp, professor da UFMT, militante histórico, suou literalmente a camisa, apesar do bom ar condicionado, demonstrando empolgação para explicar aos jornalistas que crise é essa que já nós alcança no cangote. E ficou claro que essa crise é dos empresários, dos banqueiros, dos donos do dinheiro. E ficou claro também que os trabalhadores já vêm arrastados em outras crises há tempos, mas ninguém pensa em socorrê-los. No entanto agora, são eles e o Estado – o tão criticado Estado pelos liberais – que são chamados para salvar a "pátria" dos endinheirados.


Teve jornalista que chorou quando assistiu ao filme "Ilha das Flores", de Jorge Furtado, em que o ser humano é colocado em situação mais degradante do que a de porcos, se alimentando de lixo, em nome do lucro.


Na mesa dos movimentos populares, Solange Sarafim disse que há 11 anos milita no MST e que não há como mais a imprensa denegrir de tal modo o Movimento. Quem se aproxima, diz ela, se surpreenderá com homens e mulheres simples, que querem viver na roça e não na cidade. Uma imagem bem diferente da estampada nos jornais e tevês. Trocando em miúdos políticos, reforma agrária é solução e não problema, para o país. Resolveria parte da violência urbana. Mas para o latifúndio, claro que isso é uma afronta. Ou alguém pensa que um fazendeiro vai querer afastar a cerca, deixar de faturar, para colaborar com a nação? Na mesma mesa, o DJ Taba, do Movimento Favelativa, explicou que levou tempo para perceber que há jornalistas bem intencionado, embora estejam sufocados pelo sistema, e que hoje procura por eles, para tentar que sejam retratadas as mazelas da periferia de Cuiabá.


O que andam ensinando nas faculdades de jornalismo? O professor Ailton Segura, jornalista, efetivo da UFMT, responde. "As faculdades não estão cumprindo seu papel", reconhece. O conhecimento técnico, pensa ele, se aprende rápido, mas não a mística da profissão. Com isso quer dizer que ser jornalista é mais que saber escrever. E é preciso ensinar isso.
Sindicatos e movimentos sociais compareceram para discutirmos sobre o nosso papel, longe dos nossos umbigos e mais próximos da sociedade.


Foram muitos momentos legais, inenarráveis. Não tenho a pretensão de que esse texto seja como uma ata. A gente riu e pensou. Tomamos cafezinhos e almoçamos juntos. Na minha terra, Minas Gerais, a gente sela a amizade assim, numa mesa posta. A gente pode até não dar conta de arregaçar as mangas agora. Mas não tem como esquecer o que ouvimos. E isso me dá a certeza, a clareza, de que saímos, sim, melhores desse curso de formação.
Não se esqueçam de comentar, criticar, elogiar.


Saudações


Keka Werneck

Presidente do Sindjor-MT

fevereiro 09, 2009

FAVELATIVA EM PARCERIA COM EDITORA TANTA TINTA PROMOVE LANÇAMENTO DE LIVRO INFANTIL


O Favelativa promoverá neste dia 13/02/09 (sexta-feira) o lançamento do livro infantil "Dona Treleleca e seu Trelelezinho" da autora Danuza Lenzi, em parceria com a Editora Tanta Tinta. A idéia surgiu a partir da dificuldade de sua neta em dizer algumas palavras, Danuza então desenvolveu um trava- línguas para aperfeiçoar a pronúncia e de forma divertida ajudar a superar este problema enfrentado pelos pequenos.O evento será realizado na Escola Orzina Amorim, localizada na Avenida José Torquato, S/N, Bairro Jardim Vitória a partir das 08:00hs. A autora estará no local para dar autógrafos e distribuir alguns exemplares para a criançada. Maiores informações (65) 3025-7051, ou com DJ Taba 9602-1517.

fevereiro 07, 2009

CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA E SINDICAL SINDJOR-MT, QUALIFICANDO A LUTA!!!

O Sindicato dos Jornalistas - Sindjor, como sempre com a proposta de ampliar as discusões políticas com mais afinco, neste final de semana oferece um curso de formação política e sindical, na Adufmat/UFMT dias 07 e 08 de Fevereiro, sendo sábado das 8h às 18h e domingo das 8h ao meio-dia, preço R$10,00.
A programação que vai estar imperdível, sendo no SÁBADO 8H – Oficina – Como fazer um projeto e captar recursos? (como orientadora: Keiko Okamura), 9H40 – "Linha histórica das comunicações humanas" (palestrante : João Negrão – jornalista), 10H –" As relações de poder na imprensa brasileira desde os primórdios" (palestrante: Martha Baptista – jornalista), 11H10 - A crise do capitalismo e análise de conjuntura (palestrantes: Dorival Gonçalves Júnior, doutor em Energia pela USP, professor da UFMT Manoel Motta, cientista político, professor da UFMT), 14H – O sindicalismo no Brasil e no mundo – sindicato pra quê? (palestrante: Robinson Ciréia, professor de História), 15H45 –A interiorização da luta sindical (Palestrantes: Eduardo Ramos, jornalista em Rondonópolis, Daniela Melhorança, jornalista em Sinop), 16h30 – "Movimentos Populares – a voz do povo e a comunicação comunitária" palestrantes:* Solange Serafim dos Santos (MST) * DJ Taba (FavelAtiva). DOMINGO 8H30 – O que ensinam as faculdades de jornalismo? (palestrantes: Airton Segura, professor da Faculdade de Jornalismo da UFMT, Sônia Zaramelo, professora de Jornalismo das Faculdades Unidas Cândido Rondon), 10H – "O papel dos sindicatos e dos movimentos sociais na sociedade" Coordenação: Keka Werneck (Sindjor-MT) participação de sindicatos e movimentos sociais convidados, 11H15 – "Os caminhos jurídicos para os trabalhadores" (palestrantes: Francisco Faiad, advogado do Sindjor e presidente da OAB-MT, Hélcio Corrêa Gomes, advogado trabalhista).
Para quem quiser participar a confirmação é até sexta-feira (06/02/2009) pelos e-mails: keka.werneck@gmail.com ou sindicatodosjornalistasdemt@gmail.com, pelos telefones: (65) 9922-9445 – Keka, ou (65)9982-5871 - Márcia Raquel, ou (65) 8403-7665 - Alcione. Ou pelo telefone do Sindjor: (65) 3025-4723, de manhã, com Ednalva ou Gilmar.
A coordenadora do Sindjor Keka Wernek, jornalista, sita como influciência uma frase de Bertold Brecht - dramaturgo e poeta alemão (1898-1956) que diz: "Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la", passando a segurança de que a informação é a única arma que se bem usada, pode mudar os rumos que estabelecem as conjunturas e organizações dos movimentos socias e sindicais como forma de ampliação dos debates políticos e até mesmo de mutação da cadeia humana.
Quem quiser conferir de perto compareça, eu pelo menos vou estar lá. Bom final de semana.


Lívia Viana
Comunicação FAVELATIVA