fevereiro 28, 2011

Deixem o padre trabalhar




* Por João Inácio Wenzel

Há poucos dias, mexendo no quintal, tive um acidente doméstico em que perdi a metade de uma unha. Não passei nenhum remédio a não ser a própria urina. A ferida cicatrizou rapidamente. Quem me ensinou isso não foi o Padre Renato, do Biosaúde, mas o meu pai. Quando menino, feri o meu pé gravemente com uma enxada, e ele me disse: “urina em cima”. Não duvidei da palavra do pai. Fiz como ele falou, a dor passou, e segui trabalhando normalmente. Até os meus vinte e cinco anos, não conheci médico. Em meio à horta e ao pomar de nossa casa se encontravam as plantas indicadas para cada tipo de doença e que aprendíamos a identificar desde pequeno. Assim como eu, muita gente se criou e segue se criando, graças ao domínio da prática de sabedoria popular, transmitida de geração em geração.
O que o Biosaúde e o Padre Renato Barth fazem é qualificar esta prática de saúde popular. Há muitos chás indicados para cada tipo de doença. Mas quais são os que seu corpo realmente precisa? Uma planta pode ser muito boa para uma determinada pessoa e não servir para outra, embora tenham os mesmos sintomas. Como se explica? “Não são as plantas que curam”, explica o Padre Renato, “mas a pessoa que se cura com a ajuda dos princípios ativos presentes nas plantas”. E a cura acontece quando a pessoa não trata apenas o sintoma, mas o seu ser como um todo. Daí a importância da dieta e da reeducação alimentar, o uso de sete plantas que em geral incluem antibióticos naturais, diuréticos, plantas amargas e plantas específicas, tomadas no máximo ao longo de duas semanas. Depois disso estas são substituídas por outras plantas, pois o corpo precisa de outros princípios ativos para atingir a completa recuperação.
O método utilizado para chegar a este resultado é o Bi-Digital O-Ring test, criado e desenvolvido pelo médio nipo-americano Dr. Yoshiaki Omura em 1981. Em 1992 foi lhe concedida patente de propriedade intelectual universal. O método foi popularizado na Nicarágua pelo médico Dr. Atom Inoue. O Padre Renato Barth, missionário naquelas terras por esses anos, trouxe o método para o Brasil, hoje presente em praticamente todos os Estados brasileiros, graças ao ardoroso trabalho de cursos de formação de agentes de saúde, organizado em torno da Associação Brasileira de Saúde Popular – ABRASP.
No entanto, o Padre Renato está sendo acusado de prática ilegal de medicina e de charlatanismo pelo Dr. Arlan Ferreira, do Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso. A segunda audiência, marcada para o dia 24 de fevereiro passado foi suspensa, por falta de provas que o incriminem. De outra parte, populares, num manifesto popular, trouxeram espontaneamente mais de quatro mil assinaturas de pessoas que apoiam o trabalho do Padre Renato e que estão dispostas a dar depoimentos de como se beneficiaram com os chás, aplicação de argila, dieta e, em alguns casos, também com a urinoterapia.
Hoje, dia 28 de fevereiro, o jesuíta Padre Renato Barth, 71, completa 50 anos de Vida Religiosa. Trabalhou como missionário em Diamantino, Manaus, Marabá, Nicarágua, Moçambique e Cuiabá, dentre outros lugares. Desde que se curou de uma doença séria na Nicarágua, passou a se dedicar prioritariamente à saúde natural. Sua rotina é levantar às quatro horas, preparar seu chimarrão, seu chá, fazer suas orações, responder e-mails, preparar apostilas, escrever livros, atender pessoas com sua equipe no Biosaúde, e viajar pelo Brasil, América Latina e África dando cursos de formação de agentes de saúde com o método denominado Biosaúde, também conhecido como Bioenergético, ou O-Ring test.
Seu descanso consiste em recolher plantas. Quando vamos a algum sítio para um dia de descanso, ele desaparece em meio às matas, recolhendo plantas medicinais. Não utiliza raízes, nem cascas das árvores, pois prejudicam o crescimento das plantas. Utiliza as folhas e os cipós, podando-as cuidadosamente para que possam se desenvolver ainda mais. “O que importa é o princípio ativo presente na planta toda”, explica ele. “Por isso não há necessidade de arrancar as raízes que matam as plantas”.
Por que é processado? A quem ele está prejudicando? As pessoas que se beneficiam e libertam de doenças e do uso continuado de drogas controladas? Ou as pessoas e as indústrias farmacêuticas que fazem da medicina e das drogas uma das maiores fontes de lucro?
Que crime cometeu o padre? Se não há matéria que o incrimine, por que também não suspender o processo? Todo mundo é inocente salvo prova em contrário. Deixem o Padre trabalhar. Cuiabá precisa de gente assim, que se preocupa em fazer bem sem olhar para quem.
Como cidadãos e cidadãs, temos o direito de escolher o tipo de tratamento que queremos fazer: homeopatia, acupuntura, fitoterapia, geoterapia, urinoterapia... ou até mesmo a jovem terapia alopática, quando se fizer necessária. Saúde é um direito e deve estar a serviço do bem comum.

* Coordenador do Centro Burnier Fé e Justiça, professor de exegese no SEDAC e assessor do CEBI/MT.

Olá ,
O que você tem feito para ajudar no combate à dengue? No Brasil, milhares de pessoas já estão agindo para não deixar que o mosquito transmissor da doença se reproduza, eliminando todos os locais com água parada.

Para evitar que a dengue se torne um caso sério na sua cidade, é preciso agir também: cuidar da sua casa, conversar com os vizinhos e acionar a prefeitura quando necessário.

Combater a dengue é muito simples. Tampar a caixa d'água, colocar sempre o lixo em saco plástico ou mesmo limpar as calhas do telhado são só alguns exemplos. São tarefas do dia a dia que fazem a diferença.

Precisamos da sua participação na campanha e de mais pessoas envolvidas nessa luta. O Brasil conta com você.

setembro 16, 2010

Blog é criado para mobilizar pessoas a plantarem árvores em Cuiabá


As ruas de Cuiabá poderiam ser assim. Com esta frase remetendo à bela foto em anexo, a Professora do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso Maria Thereza Azevedo lança campanha na internet para mobilizar as pessoas a plantarem árvores na cidade de Cuiabá.
Maria Thereza, que também é artista multifacetada, realiza várias intervenções urbanas na cidade. Com certeza, este novo projeto que conta com um blog intitulado 200 mil árvores para Cuiabá é um dos maiores desafios da sua carreira.
Além da divulgação do Blog no espaço virtual, a artista precisará contar com o esforço coletivo para que, de fato, as árvores sejam plantadas no mundo real.


Aos interessados em se unir nesta bela campanha que trará benefícios a todos, basta entrar no blog e participar ativamente na divulgação e na conscientização de amigos e parentes. Plante esta idéia!


Acesse: http://200milarvoresparacuiaba.blogspot.com/

Por Aliana Camargo

agosto 25, 2010

Anita Prestes vem a MT e diz que MST é maior movimento organizado de trabalhadores do mundo




Por Keka Werneck, da Assessoria de Imprensa do Centro Burnier

“O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) é a maior organização popular do Brasil, da América Latina e do mundo”, afirmou Anita Prestes, filha da revolucionária Olga Benário e de Luiz Carlos Prestes, em palestra que marcou os 15 anos do MST em Mato Grosso, dia 14 de agosto, último sábado.

No dia 14 de agosto de 1995, o MST fazia a primeira ocupação em Mato Grosso, na fazenda Aliança, município de Pedra Preta, Sul do Estado, coração do agronegócio à época. Na madrugada, entraram na área improdutiva 1.100 famílias, entre homens, mulheres e crianças. Em 1996, saíram os primeiros dez assentamentos, entre eles o Antônio Conselheiro, Ernesto Che Guevara e Chico Mendes.

O MST dá nome de gente de luta à assentamentos e outros espaços, como o Centro de Formação Política e Pesquisa Olga Benário onde foi realizada uma bela programação de dois dias.

“Sinto-me honrada por este convite de vir até aqui. E digo que estou sempre ao lado daqueles que, como o MST, lutam por uma outra sociedade”, disse Anita, que, após ministrar a palestra sobre “A Formação de Quadros para a atual Conjuntura”, descerrou a placa fundadora do Centro Olga Benário. “Essa escola revela que o MST está tendo a preocupação de preservar e dar continuidade à luta dos revolucionários que, como minha mãe, tombaram pela causa. Não é possível construir o futuro, sem levar em conta todas as lutas do passado”.

Anita Prestes, que é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e que também leciona na Escola Florestan Fernandes (do MST), em São Paulo, reforçou que o caminho desta luta é, de fato, rumo ao socialismo e desejou ao Movimento “sucesso”.

João Paulo, da coordenação nacional do MST, se dirigiu à Anita, afirmando que esse Centro é espaço para a propagação da agroecologia, das boas músicas e da cultura popular, das reflexões sobre as práticas políticas e o legado de revolucionários, como Olga Benário e Luiz Carlos Prestes.

Deixou saudades a programação dos 15 anos do MST em MT, que começou no dia 13, pela manhã, com um ato político. Lideranças sindicais e de movimentos sociais, além de parlamentares e secretários de Estado, estiveram presentes, para apoiar o Movimento.

O governador Silvar Barbosa (PMDB) também esteve presente. “Reconheço a necessidade de elaborarmos programas específicos para atender os assentados, voltados para a agroindústria, identificação de vocação para a produção regional e assistência técnica. Me comprometo a reestruturar a Empaer em MT, porque não adianta nada falarmos em estrada, energia e habitação, se não falarmos em assistência técnica”. A fala do governador foi gravada.

Dando continuidade ao ato, Solange Serafim, da coordenação estadual do Movimento, lembrou que “o MST de MT é um grupo de homens e mulheres, que ousam enfrentar a força do latifúndio”.

Muitos dos presentes se emocionaram com as místicas e as memórias que foram trazidas a todo momento.

Em nome dos camaradas que morreram na luta pela terra e das 4.272 famílias do MST assentadas em Mato Grosso, além das 2.500 que ainda estão acampadas, Antônio Carneiro, da coordenação estadual do Movimento, reconheceu o espírito de luta de todos os presentes e destacou que a batalha aqui é ferrenha. “Estamos no segundo estado em concentração terras, segundo em trabalho escravo, campeão em uso de venenos agrícolas e onde vivem 100 mil famílias sem-terra, conforme dados do IBGE-2006. Diante disso, o MST é apenas uma pequenina parte desta grande luta e vamos precisar de aliados, do campo e da cidade, se quisermos conquistar uma sociedade mais justa, contra o capital e contra este Estado, que só defende os interesses do poder que já está aí”.

Carneiro se dirigiu ao governador dizendo que, em 15 anos, o MST já tem acúmulo de conquistas: terra, trabalho, comida, escola e tantos outros valores necessários à digna vida humana. “Governador, nossa relação tem sido franca e o senhor tem demonstrado abertura para o diálogo. Mas a maioria dos nossos problemas não se resolve só com diálogo. Precisamos de ações práticas, decisão política”.

Carneiro disse ainda que o MST vai continuar lutando contra “os parasitas do agronegócio, nem que isso ainda custe muito sacrifício”.

Antônio Marangon, representando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, desejou ao Movimento “ânimo, força, fé e coragem”.

Itelvina Masioli, das relações institucionais do MST, perguntou o porquê deste Movimento incomodar tanto à elite deste país? “É porque o MST traz novo modelo de sociedade justa e fraterna, quer mais educação, casa para morar, outro jeito de viver”.

Inácio Werner, do Centro Burnier Fé e Justiça, lembrou o plebiscito popular, que será realizado de 1 a 7 de setembro, quando os brasileiros e brasileiras vão dizer se querem ou não estabelecer um limite para o tamanho das propriedades rurais no Brasil. Inácio afirmou que os detentores da terra não estão cumprindo a função social dela, nem em MT e nem no resto do país. Estimou ainda que a luta por reforma agrária ainda levará muito tempo, mas, “independente desse tempo, acreditamos sim que é possível mudar a sociedade”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Mato Grosso (Sintep-MT), Gilmar Soares, advertiu que “não podemos deixar de apoiar o MST em momento algum, para continuarmos dando condições à luta pela terra e pela educação do povo, uma educação socialmente referenciada”. Soares parabenizou o Movimento. “Só celebra a vitória quem faz a luta”.

Gilberto Vieira dos Santos, do Conselho Indigenista Missionário em Mato Grosso (Cimi-MT), lembrou que a luta dos sem-terra, dos quilombolas e dos indígenas é a mesma. E, portanto, devem se unir.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Arilson da Silva, disse que tem origem camponesa e convidou o MST a ajudar sua categoria a fazer pressão e o debate contra o sistema financeiro, que só protege o capital.

Camaradas que tombaram

Em 15 anos de MST em MT sete pessoas morreram na luta pela terra. Entre elas, Cássio Ramos, de apenas 8 anos, atropelado um dia após um despejo. As famílias foram jogadas em frente à Igreja Cristo Trabalhador, no centro de Cáceres (a 210 quilômetros de Cuiabá). Uma van investiu contra o acampamento e matou o menino.

Lideranças do MST sofreram ainda várias tentativas de homicídio, duas delas claramente identificadas. E ainda convivem com telefones grampeados, investigações da Política Federal e do Sistema Brasileiro de Inteligência (Abin), além de pessoas infiltradas em assentamentos para repassar informações.

A Conjuntura Política e a Formação de Quadros

Na mesa do sábado de manhã, “A Conjuntura Política e a Formação de Quadros”, além de Anita Prestes, também fizeram palestras Itelvina Msioli, da Via Campesina. Ela falou sobre “Conjuntura Política Nacional”. Vanderly Scarabeli fez o “Balanço Crítico do MST-MT e seus Desafios”. E João Pizetta, um dos principais nomes do setor de formação política do Movimento, também falou sobre a formação de quadros, assim como Anita.

Itelvina garantiu que a recente e forte crise do capital só atingiu de fato os pobres. “A classe dominante segue acumulando”, afirmou. Ela lembrou que a luta pela reforma agrária vai contra inimigos fortes, que têm a mídia como um partido de defesa do capital.

Então, como fazer esse enfrentamento? Ela indicou seis passos.

1) Massificação do movimento.

2) Fortalecimento dos assentamentos como espaços de produção e formação.

3) Formação de quadros.

4) Campanha para despertar a consciência econômica. Comprar o que se necessita.

5) Alianças. Essa não é uma luta que se trava só.

6) Focar as energias no Movimento.

Vanderly contou histórias sobre os primeiros momentos do MST em MT. Lembrou que chegou ao Estado com alguns camaradas e que passaram muitos perrengues para organizar 3 mil famílias em 18 meses. Lembrou que dias antes da ocupação da fazenda Aliança aconteceu o Massacre de Corumbiara, o que deixou todo mundo com medo da ocupação aqui mixar. Lembrou que um policial rodoviário federal, já falecido, orientou os caminhões a seguirem até a área escolhida. E que, no final da madrugada, tudo já tinha dado certo. Vanderly disse que é difícil fazer um balanço complexo de um Movimento construído por tanta gente. E pediu um “viva à coragem da classe trabalhadora!”.

João Pizetta destacou a importância do Centro Olga Benário para garantir o processo permanente de formação, dinâmico, contraditório e que não se resume a cursos, mas também à prática na vida cotidiana. Segundo ele, o Centro deve encontrar um jeito próprio de dar conta das realidades regionais.

Pizetta lembrou que ainda estamos na fase da resistência e precisamos construir trincheiras nacionais e internacionais e que a formação é fundamental nessa tarefa. “Não vamos fazer a revolução com analfabetos e doentes”.

Ele disse que três valores são fundamentais na luta: simplicidade, sensibilidade e honestidade. “Vamos retomar a ética na vida, a moral. Vamos preparar, dentro desses valores, nossos jovens, para que tenhamos bons guerreiros no futuro. Vamos fortalecer a mística, porque para nós a mística é a própria revolução simbolizada”.

Lazer e cultura

“Tudo isso acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos”, cantou Zé Geraldo, em um dos momentos fortes da programação cultural que marcou os 15 anos do MST em MT. Ele fez um show sábado à noite e gravou um depoimento de apoio ao Movimento. As músicas engajadas de Zé Geraldo alimentam a alma e a luta.

Na sexta à noite, Pereira da Viola deu um show! Chamou o público para cantar junto, orientou uma roda animada, sugeriu que todos se abraçassem, enfim, mostrou a força do cantor popular.

Zé Pinto, cantor e compositor de músicas caipiras, tocou durante todo o evento, fez falas politizadas e criticou o lixo cultural que abarrota as TVs e rádios. “Pobre povo...que não tem acesso à arte popular. Desde que inventaram o palco, adeus!” - disse ele.

Ao lado do palco, foi montada a exposição sobre Olga Benário e Luiz Carlos Prestes. Sete banners, com fotos e textos, sobre a trajetória dos dois revolucionários.

Mais adiante, em uma banca assentados venderam produtos próprios, como rapadura, bombom, pinga, castanha e outros. Além de colares e outros adereços feitos se semente.

Ao lado da banca, um memorial, com fotos e matérias que registram 15 anos da luta do MST em MT.

Na noite de sábado, um vídeo contando essa história, na visão do MST, foi exibido. Ainda não está concluso, mas já demonstrou que vai cumprir o papel de registrar a história e mobilizar para a luta camponesa.

MST, ESSA LUTA É PRA VALER!

julho 21, 2010

Filme Lote 03 Será Exibido No JD Florianópolis

Dia 09 de julho de 2010 o bairro Jd Vitória recebeu de braços abertos o primeiro filme independente da periferia de Cuiabá “Lote 03”; o filme foi produzido no bairro vizinho Jd Florianópolis.
Sua primeira exibição no Centro Cultural Favelativa foi marcada por surpresa e risadas, bem recebidas pelos moradores que foram assistir a exibição os produtores participarão de uma roda de conversas onde falarão como todo se deu e os planos para os futuros projetos.
Edvaldo vinte três anos que mora no Bairro Planalto e veio curtir o filme achou excepcional a idéia, pois segundo ele desperta na comunidade o interesse nos jovens em porque não serem atores ou atrizes. “ vejo uma qualidade grande apesar da falta de recursos”diz o jovem.
Osiel uns dos produtores diz que teu pai tinha um projeto de fazer um filme, porém não teve apoio, ele juntamente com o Clelber que conseguiu a filmadora falarão; Vamos fazer!
“Osiel diz ‘durante o tempo que nos estávamos filmando nos conseguimos prender esses jovens ali com a gente participando de todo o processo.”
A pro cima exibição já esta agendada para este sábado dia vinte quatro no Bairro JD Florianópolis Escola Municipal de 1º Grau Antônia Tita M Campos.
O filme será exibindo em parceria com o projeto Quatro Estações idealizadas e produzido pela base comunitária do JD Vitoria, alem do filme lote 03 o projeto ofertara para a comunidade oficina de artes,esporte,lazer e palestras todo gratuito.

Veja como foi a exibição no Favelativa.


O que: exibição do filme Lote 03
Onde: JD Florianópolis
Horas: 09h00min da manhã
Estrada: franca
Informações: 9229-1529

julho 15, 2010

Na Luta Contra a Homofobia


Quanta intolerância!

Por Keka Werneck

Sem rodeios, saio em defesa da travesti Lilith, severamente agredida a pontapés no rosto último sábado, dia 10 de julho, no zero quilômetro, reconhecido ponto de prostituição, em Várzea Grande.

Saio em defesa dela, em primeiro lugar, por igualmente ter alma e orientação de mulher, e mulher nesta sociedade machista ainda é uma geni.

Tem melhorado com a Lei Maria da Penha, importantíssima conquista feminista, mas eu disse à Lilith:

- Para garantir os direitos da mulher, seja a forma de mulher que for, primeiro o macho ainda pergunta se a gente não fez por merecer alguma agressão, mesmo as mais brutais e patológicas.

Ela concordou. E temeu por, de vítima, se transformar em ré, nos corredores das delegacias, onde diz ter sido humilhada.

O macho nesse caso pode ser inclusive uma mulher igual à Lilith e a mim, que ainda discrimina, porque aprendeu que é assim, ou seja, reproduz o machismo como se macho fosse.

Os olhos roxos de Lilith – nossa! – me chocaram. Quanta intolerância! Quase não abriam de inchados, isso cinco dias após os pontapés.

Quem agrediu a moça foram dois rapazes. Era cerca de 8h da manhã. Ela estava assentada em frente a um motel. Já havia pedido o táxi para voltar para casa, após a noite de trabalho. De repente, chegou uma Saveiro nova, prata. Um dos rapazes ficou ao volante. O outro desceu e partiu para cima dela. Houve, portanto, premeditação. No primeiro chute no rosto, ela foi parar no jardim do motel. Depois disso, sofreu uma série de socos e golpes, arrancando sangue da vítima. Tudo muito rápido. Mas houve tempo para o segurança do estabelecimento anotar a placa. Que, agora, já foi passada à polícia. A Defensoria Pública também já sabe qual é. E o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, também. Tanto Curado quanto o defensor público Roberto Vaz Curvo foram procurados na quarta-feira (14) pela travesti e Clóvis Arantes, histórico militante do movimento LGBTT em Mato Grosso. Para quem ainda não sabe, essa sigla quer dizer lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Toda hora muda, porque outras orientações vão pedindo para ter visibilidade, mas acredito que essa é a nomenclatura que está valendo agora. Clóvis é do Grupo Livremente. Ele lamenta que, em mais de uma década, desde quando engajou nesta luta, nunca viu uma investigação sequer, envolvendo homofobia, chegar ao fim, nem quando os casos atingem pobres, nem classe média, nem ricos. Nos últimos dois meses, diz ele, foram registradas oito agressões desta natureza na Grande Cuiabá. Os casos mais graves chegam ao óbito. Segundo ele, está muito estranha essa história de agora. Havendo a placa do carro, porque ninguém informa quem é o dono desta Saveiro? Seria filho de alguém com dinheiro, poder ou ambos?

Homofobia é aversão aos que têm orientação sexual diferente da hetero.

Lilith é presidente da Associação Mato-grossense das Travestis. Conhece seus direitos, como trabalhadora, como cidadã. Também milita em defesa do direito à homossexualidade, para que o assunto saia do escuro e as pessoas possam assumir suas vidas, sem vergonha. E principalmente em segurança e na paz.

Este não é um assunto fácil. A gente tem preconceitos, dificuldades. Mas o respeito com o outro e a outra é um bom começo para tudo.

Uma sociedade avança quando contempla e valoriza as diferenças, de gênero e todas as outras.



Keka Werneck é jornalista em Cuiabá

(keka.werneck@gmail.com)

julho 08, 2010

Favelativa Apresenta Lote 03 o Filme.


Uma produção independente marcada pela força de vontade e insistência de seus idealizadores, produzido por Clelber Simões e Osiel Martins ambos moradores do Bairro Florianópolis em Cuiabá MT.
A ideia foi fazer um filme a moda antiga, contando com mais de 6 anos de pre produção, o fascínio por cinema e filmes de terror antigo levou a decisão de fazer da primeira produção um terror de estilo trash com todas suas características; o inicio só foi possível graças a um presente: uma simples câmera filmadora dada pela mãe de um dos produtores, a partir daí com o apoio de moradores que partilham da vontade de fazer cinema na comunidade, derão inicio as filmagens. Acreditaram no sonho e na própria capacidade com muita insistência,pesquisa e criatividade surgi o primeiro filme feito na periferia de Cuiabá fica Lote 03.
um filme de ficção cientifica !
A filmagem foi cercada de diversão e contou com muito profissionalismo de todos os atores e equipe técnica num total 40 pessoas todos moradores do bairro Florianópolis, as cenas foram gravadas aos domingos no próprio bairro salva algumas cenas que foram feitas em uma casa abandonada na estrada da Guia, gentilmente cedida para gravações.
Um ano de filmagem, jovens que ti verão sei primeiro contato com artes cênicas e cinema descobrirão um mundo de possibilidades, o resultado um filma de cinquenta minuto titulado de Lote 03 .

Em busca de dar visibilidade e fomentar o grupo prepara uma exibição e lançamento do filme, no pro cimo dia 09 sexta feira no Centro Cultural Favelativa na avenida B esquina com a rua 9 bairro JD Vitoria as 19:00 horas entrada franca. vale apena conferir o que se pode fazer com uma câmera na mão e uma ideia na mente.


LOTE 03 :aseado em uma ficção científica, onde um milionário
louco aficcionado por guerra, contrata um cientista a peso de ouro, para
concretizar suas sandices, com o objetivo de criar um soldado perfeito. Porém
o cientista Dr. Dalson tendo êxito em suas pesquisas, foge com todo o projeto
para o lugar mais improvável que o procurariam:
- País: Brasil;
- Estado: Mato-Grosso;
-Cidade: Cuiabá;
- Bairro: Jardim Florianópolis;
- Em sua nova residência! LOTE 03.
Só que ele não esperava que Jhones, um ex-militar que nada sabia da história,
e o misterioso... El Policia del diablo atravessassem seu caminho.
Nem Deus imagina o que poderá acontecer nesta insana aventura!

O que: Lote 03 o filme
Quando: 09/07/2010 sexta feira
Onde: Centro Cultural Favelativa na avenida B esquina com a rua 9 bairro JD Vitoria
Horas: 19:00
Quanto: Entrada franca